Mais uma “Jararaca” petista de prestígio é indiciada
O Ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou que o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG), seja interrogado no âmbito da Operação Acrônimo. Além disso, deu sinal verde para a polícia promover o indiciamento do ex-ministro do governo Dilma Rousseff.
Na decisão de fevereiro, o ministro afirma que já há elementos suficientes para indiciamento do governador Pimentel.
“Se a autoridade policial promoveu, do início ao fim, todos os atos investigatórios e de coleta de provas, não haveria razão para destacar (e impedir o indiciamento) do restante do procedimento persecutório”, diz, pontuando que “o término da investigação se avizinha”.
O Ministério Público e a Polícia Federal, segundo fontes ouvidas, já receberam a determinação do ministro do STJ para interrogatório e indiciamento do governador mineiro.
Acrônimo
A Operação Acrônimo, que teve a terceira etapa deflagrada em outubro, contou com o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal.
À época, foi cumprido mandado na casa do diretor-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Mauro Borges. Ele foi o sucessor de Pimentel no comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, entre fevereiro e dezembro de 2014.
Contas de campanha
Em 25 de fevereiro, três dias após determinação do ministro Benjamin, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a rejeição das contas de campanha de Pimentel ao governo de Minas.
Os ministros, porém, decidiram não aplicar multa de R$ 50,8 milhões que havia sido fixada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Com a decisão da Corte Superior, o tribunal mineiro pode investigar o suposto abuso de poder político e econômico na campanha.
A reprovação das contas ocorreu porque o candidato teria gasto R$ 10,1 milhões na sua campanha, valor acima do teto estipulado por ele próprio, de R$ 42 milhões.
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, responsável na Corte Eleitoral por analisar o pedido de cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff, também relata as contas do governador mineiro.
Por Bárbara Lobato

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