Contradições no depoimento e informações das primeiras investigações sobre
o crime não conferem com o álibi alegado
pelo tenente da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Iranildo Félix de Souza, segundo o delegado Silvio Fernando Nunes
Silva, que o coloca, ainda, como principal suspeito do homicidio do instrutor de academia e lutador de MMA,
Luíz de França Sousa Trindade, 25 anos, morto com sete tiros de pistola
(calibre 40) por volta das 10 horas de ontem, na calçada da Academia Alta
Performance, nº 8115 da rua Serra da Jurema, no Cidade Satélite.
| Luíz de França, 25, foi morto com sete tiros de pistola por volta das 10h de ontem, na calçada da Academia Alta Performance |
O oficial chegou à 11ªDP às 16h30,
depois de ter passado pelo comando da Polícia Militar do Rio Grande do Norte,
no Tirol. Ao fim de um depoimento de 1 hora e 40 minutos, o delegado Sílvio
Fernando disse que deverá continuar fazendo diligências para chegar a um
desfecho quanto à autoria do homicídio, mas confirmou que “todo o horário que o
suspeito deu no depoimento, não confere com o que investigamos”.
Para o delegado, as informações
prestadas pelo tenente sobre o horário de chegada a uma outra academia, a HP,
na rua Largo da Pedra, também situada na Cidade Satélite, está “totalmente fora
da realidade”. Segundo o delegado, o tenente disse que tinha chegado na
academia HP às 8 horas, mas imagens de circuito interno de TV, vistas por ele,
mostram que o oficial chegou às 10h08. “É muita distância de um horário para
outro, duas horas de diferença é muita coisa. Ele (o tenente) não pode dizer:
‘me confundi com o horário’”, afirmou o delegado.
Sílvio Fernando afirmou que o
militar continua sendo o principal suspeito do crime, “porque havia uma rixa
entre ele e o professor Luiz de França” e que o suspeito chegou a ser expulso
da academia, conforme as primeiras informações dos donos da academia Alta
Performance. “Eles disseram que houve um desentendimento a respeito do
comportamento do tenente na sala de treinamento, porque queria um treino mais
violento”.
Os advogados do tenente – Flávio
Teotonio de Melo e Juliana Garcia Melo – chegaram à 11ª DP meia hora antes do
seu cliente, que à saída da Delegacia foi orientado a não falar com os jornalistas.
A advogada Juliana Garcia informou que o tenente, realmente, está afastado há
dez meses do serviço policial, em virtude de uma depressão, que sofreu depois
de passar por problemas pessoais.
O delegado Sílvio Fernando
informou, inclusive, que deverá convidar para depor o psiquiatra com quem o
tenente vem se tratando para prestar depoimento a respeito do seu estado de
saúde. Juliana Garcia informou que seu cliente teria frequentado a academia
Alta Performance para fazer duas ou três aulas experimentais, como não gostou, pediu para sair e também a devolução
da mensalidade em janeiro.
“Se ele tivesse sido expulso, não
podia mais lutar em nenhuma academia que faz parte da rede e isso não
aconteceu, se tivesse sido expulso haveria essa proibição”, disse ela. No
começo da tarde, o tenente postou em uma rede social negando a autoria dos
disparos. No texto, eleafirma não ser violento, mas confirma que teve “um
problema com a vítima”. O delegado disse que a pessoa conhecida como Ademir,
que sofreu dois disparos e foi socorrida para o Hospítal Walfredo Gurgel, vai
ser chamada para depor. O corpo de Luiz de França foi sepultado ontem. Tribuna do Norte
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