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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Justiça pode decidir até terça se autoriza Dirceu a trabalhar

O advogado José Luis de Oliveira Lima, defensor do ex-ministro José Dirceu, disse ontem que a Vara de Execuções Penais de Brasília pode decidir até terça-feira se o seu cliente poderá deixar a cadeia para trabalhar durante o dia. Desde o final de dezembro, Dirceu espera o aval da Justiça para começar a trabalhar como organizador da biblioteca do escritório do advogado José Gerardo Grossi, amigo do ex-ministro. Preso desde meados de novembro após condenação no mensalão, o ex-chefe da Casa Civil vai receber R$ 2,1 mil pelo trabalho, caso seja aceito. No início de dezembro, ele desistira de outro emprego, para ser gerente de um hotel em Brasília com salário de R$ 20 mil. Criticou, por meio de advogados na ocasião, ter sido alvo de um “linchamento midiático”
Desde o final de dezembro, José Dirceu espera o aval da Justiça para trabalhar durante o dia
Desde o final de dezembro, José Dirceu espera o aval da Justiça para trabalhar durante o dia

A análise do pedido de Dirceu para trabalhar no escritório de advocacia havia sido suspensa no final do mês após a imprensa ter revelado que o ex-ministro teria usado um aparelho celular no Complexo Penitenciária da Papuda, na capital.
Uma apuração interna da cadeia concluiu que o fato era “inverídico” e, mesmo sem ter ouvido Dirceu, determinou o arquivamento do caso. A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, entretanto, mandou a Subsecretaria do Sistema Penitenciário de Brasília e o presídio refazerem a investigação. Não se sabe se essa apuração já foi concluída. Questionado se espera uma decisão favorável da Justiça sobre o pedido de trabalho do seu cliente, o defensor de Dirceu preferiu não comentar. “Não falo nada, eu aguardo, não tenho expectativa. Vou recorrendo quando negam (os pedidos) e fico em silêncio quando ganho”, disse. 

Renúncia

O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), preso desde terça-feira passada  por sua condenação no processo do mensalão, renunciou ao mandato na última sexta-feira. Em uma carta curta encaminhada à Câmara, o parlamentar diz que deixa a função “com a consciência do dever cumprido”. 
João Paulo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 9 anos e 4 meses de prisão durante o julgamento do mensalão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. 
Com a renúncia do petista, os quatro deputados condenados no mensalão agora são ex-parlamentares. Tão logo tiveram suas prisões anunciadas, Pedro Henry (PP-MT), José Genoino (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) renunciaram ao cargo, todos temendo o processo de cassação na Câmara.
João Paulo também estava ameaçado de ser cassado. Os deputados estudavam a possibilidade de abrir o processo interno já na semana que vem. Tribuna do norte

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