Adolescente prestou depoimento na delegacia (Foto: Cedida)
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Em depoimento na Delegacia de Plantão da Zona Sul, a jovem alegou estar arrependida, ela disse que não pretendia matar a professora e sim apenas dar um susto nela. “Estou muito arrependida, mas acho que ela nunca vai me perdoar. Estava fora de mim e nem pensei na família dela”, disse.“Pediria perdão de joelhos”, disse adolescente de 15 anos que tentou matar uma professora, na tarde desta sexta-feira (16), na Escola Estadual Belém Câmara, localizada no bairro de Cidade da Esperança, zona Oeste de Natal. Com um revólver, calibre 38 em punho, a jovem invadiu a sala de aula em que a professora estava e disse que iria mata-la. Temendo pela própria vida, a professora ainda conseguiu correr por um dos corredores da escola até que a adolescente foi contida por um agente da guarda patrimonial. Na luta corporal com a menina um tiro acabou sendo disparado e atingiu o pé da adolescente.
A jovem de 15 anos conta que tudo começou depois de uma discussão entre as duas. Segundo ela, a professora teria ameaçado reprova-la por faltas, uma vez que a jovem não aparecia há dias na escola. A menina narra, que não havia comparecido às aulas porque estava doente e que quando retornou, soube que a professora teria ido fazer queixas sobre ela na diretoria.
A jovem conta ainda que em uma das aulas, as duas chegaram a discutir o que teria gerado a revolta na professora, que expulsou a aluna da classe. No entanto, a professora, que pediu para ser identificada apenas por Suely diz que a menina reagiu de maneira muito violenta. “Pedi para que ela se retirasse e ela disse que não saía, discutimos, até que ela saiu e bateu a posta com tanta força que rachou a parede”, disse a professora.
Visivelmente abalada, a professora disse estar com medo de voltar à escola e que pretende pedir licença do trabalho. Ainda assim ela se diz surpresa com o comportamento da aluna, que segundo ela sempre foi uma menina muito tranquila. “Ela sempre foi uma menina boa, daquelas alunas que sentavam na carteira da frente”, comentou.Durante o depoimento, a adolescente disse que conseguiu a arma com outro adolescente, que segundo ela é ex-aluno da escola. “Ele meu me perguntou o que eu tinha coragem de fazer se ele colasse um ferro na minha mão. Ele disse que se eu quisesse ele estaria do lado da escola e era só falar com ele”, narrou.
“Temi pela minha vida e estou tremendo até agora. Acho que a ficha ainda não caiu”, declarou a professora, que leciona há 27 anos e disse nunca ter vivenciado momentos tão horríveis e toda a sua vida profissional.
Após ser baleada, a jovem chegou a ser socorrida para o Hospital Walfredo Gurgel, para conter o sangramento da bala que transfixou o pé direito da jovem. De acordo com o delegado Pedro Paulo Falcão, a adolescente será autuada por porte ilegal e armas e ameaça, mas será liberada.
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