Ao longo desta minha militância como profissional do direito, tenho
dedicado parte do meu trabalho a uma área do direito que é o direito
administrativo. Evidente que esta área do direito inclina seu trabalho para a
causa pública, e partindo desta premissa não há como fugir do relacionamento
direto com os homens que tem sob sua batuta o poder de dirigir os entes
públicos, e consequentemente as pessoas. Nesta convivência com estes agentes
políticos, hoje assim denominados, tenho questionado por mim a forma com que
cada um destes homens, quando investidos de poder, agem. Existe um ditado
popular que diz: "Se quer conhecer um homem, dê-lhe poder." Ai vem a
pergunta: O poder muda o homem? Respondendo: Tenho comigo que não. Permitam-me
dizer que o poder simplesmente faz com que a verdadeira identidade do seu
detentor se aflore. Resumindo, o poder é a substância que descortina a real
maneira de ser do homem. É uma verdade, e que me perdoem os que comigo não
concordam. O poder inebria tanto o ser humano que muitas das vezes cheguei a
presenciar homens que para se manterem na sua constância mandatária abnegaram
família, amigos e muitas das vezes despojaram-se de todos os seus conceitos
angariados durante todo seu viver. Na maioria das vezes para medir forças com
algum semelhante, e intencionalmente se sobrepor ao mesmo. Credito tudo isso à
natureza humana. Isso mesmo, o homem por sua natureza tende a se sobrepor ao
seu par, principalmente quando se reveste do poder. Com estes questionamentos
que fiz na convivência com estes homens, não perdi tempo ao fazê-lo, pelo
contrário aprendi a me posicionar. Aprendi que a família é o esteio do homem. É
no seio da família que o homem se satisfaz. Aprendi que o homem temente a Deus
é mais consequente nas suas ações. Aprendi que tudo passa muito rápido, e que
devo viver cada momento, seja ele de dificuldade ou abastado, pois em cada
momento vivido aprendi. Trago a baila o dizer do Rei Salomão, detentor de toda
inteligência, toda riqueza, que teve todas a mulheres que quis a seu dispor, e
no final nos ensina: "Vaidade, tudo é vaidade." http://wagneradv.blogspot.com.br
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