Relator das obras da Copa do Mundo de 2014, Valmir Campelo elogiou o modelo de concessão que viabilizou a construção do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
"Venho acompanhando a questão deste aeroporto desde o início. O Brasil deverá, também em outros setores, copiar o modelo que foi de concessão que foi aplicado aqui", afirmou o ministro. Ele ainda relembrou a atuação do TCU na correção do preço-base para construção do aeroporto, passando de R$ 2 milhões para R$ 58 milhões, ainda antes da definição do modelo de concessão ao que foi submetido o terminal localizado na Grande Natal. O direito de construção, exploração e manutenção do aeroporto terminou sendo arrematado, em leilão realizado no mês de agosto do ano passado, pelo valor de R$ 170 milhões. O lance vencedor foi dado pelo Consórcio Inframérica, formado pelo grupo Engevix e pelo argentino Corporación America.
Submetido aos "olhos" do Tribunal desde o princípio dos trabalhos, o aeroporto de São Gonçalo do Amarante terminou configurando-se como um desafio aos integrantes do órgão federal, por sua natureza inovadora no Brasil. "Foi um desafio ter este trabalho nas mãos. Até porque tudo que é novo causa resistência e dificuldade. E conosco não foi diferente, mas procuramos conduzir da melhor maneira este trabalho no aeroporto, sempre aprendendo com o processo. Caso o modelo repercuta em outras áreas, o que depende da política de governo, já teremos aprendido bastante", pontuou Valmir Campelo.
Questionado a respeito das recentes denúncias de corrupção em um órgão federal mostradas pelo Fantástico, o ministro criticou o modo com que muitos dos gestores cuidam do dinheiro público, em especial o que vem dos cofres do governo federal, ao qual compete o TCU realizar as investigações. "Temos, infelizmente, uma 'cultura dos desonestos'. A corrupção é um problema de educação, por isso o combate é tão duro. Mas, no caso das denúncias no hospital infantil no Rio de Janeiro, o TCU já ordenou uma auditoria em todos os hospitais universitários do país. Será feito um 'pente fino' nas instituições que são suspeitas de irregularidade", declarou ele. Valmir Campelo lembrou o quanto é difícil para o Tribunal de Contas da União enfrentar os corruptos. "Quando o TCU fecha uma janela, a criatividade dos corruptos consegue abrir uma porta. E quando fechamos a mesma, elas vão e abrem um portão. É complicado", definiu (DN)
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