“Examinei e fiquei em princípio preocupada porque entendi que faltava ainda os elementos necessários para um afastamento. Mas depois, com a divulgação na mídia que eu ouvi, eu fiquei muito preocupada com a exposição do Poder Judiciário diante do que foi falado e até em benefício dos próprios desembargadores, que precisam ser preservados”, assumiu Calmon.
Além disso, a corregedora lembrou ainda que, assim como o afastamento tem por intenção preservar os desembargadores, a abertura de um procedimento administrativo tem o objetivo de defender o Poder Judiciário potiguar e, claro, a própria apuração dos fatos. “Tiramos o Tribunal dessa apuração porque entendemos que longe da emoção, das amizades, ela pode ocorrer de forma mais tranquila e imparcial”.
Eliana Calmon faz questão de lembrar também que a eles pode acontecer tudo “aquilo que acontece com qualquer pessoa que comete uma infração e esse ilícito chega as raias da criminalidade”. “Já existe uma representação feita pelo Ministério Público Federal no Superior Tribunal de Justiça, que está sendo analisado, já houve a distribuição. E, ao lado da responsabilidade penal, que é um processo, que envolve o STJ, existe um processo disciplinar, que fica a cargo do Conselho Nacional de Justiça”, esclareceu. O Jornal de Hoje
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